Subscribe to Cinta – a – Liga Subscribe to Cinta – a – Liga's comments

Dia 31/07, dia do orgasmo e, convenientemente, também era o dia do meu aniversário. Naquele dia eu resolvi que meus 15 anos não seriam num salão decorado com todas aquelas frescuras e sim numa boate qualquer em um beco qualquer onde eu pudesse fazer o que viesse à cabeça, afinal, eu sempre fui uma garota impulsiva. Usando uma mini saia de látex, meias arrastão 7/8, cinta liga, uma blusa branca sem sutiã e meu salto 15 preto, eu parti noite afora para a balada mais próxima. Chegando lá, logo apareceram ofertas, mas nada que chamasse atenção. Às vezes os rostos parecem os mesmos e isso me irrita profundamente. Aventurei-me pela boate, dancei como se todas as músicas fossem as últimas da minha vida, até que ela apareceu, aquela visão azul. Raramente as garotas me chamavam, mas atenção, mas essa eu acho que nem sequer era humana. Ela tinha os cabelos longos negros, na altura dos seios, com mechas azuis. Seus olhos era um oceano verde que cada vez que eu os fitava, tinha vontade de neles me afogar. Seios arqueados, em perfeita simetria. Silhueta modelada por um corselet deslumbrante de couro preto. Quadris largos, cobertos por uma calça igualmente de couro que possuía um ziper que, estrategicamente, ia da região pélvica até as nádegas que, diga-se de passagem, eram de uma proporção perfeita. Nos pés, botas que acredito serem de cano curto, pois não reparei indícios, através da calça, de serem maiores. Ela me encarou durante alguns minutos e então começamos a dançar. Os movimentos dela eram leves e, ao mesmo tempo, firmes. Parecia que tudo tinha sido ensaiado. Toda aquela perfeição me tirava do sério. Tentei me concentrar na música e esquecer tudo a minha volta. Entretanto, logo senti uma pele macia roçar a minha e então me virei para verificar. Dei-me de encontro àqueles lábios carnudos e vermelhos e aquele olhar marinho cercado pela forte maquiagem preta. Aquela felina me cercava como se eu fora sua presa e toda aquela novidade me mantinha acorrentada naquele momento. Não tinha como fugir, mesmo se quisesse. À medida que a música fica mais intensa, ela esfregava violentamente a bunda contra o meu corpo e, quando eu me postava de costas pra ela, ela vinha por trás e acariciava meus seios. Tudo o que eu puder sentir naquele momento era o seu perfume doce, sua respiração no meu pescoço e sua mão me provocando os mais profundos arrepios. Inconscientemente, ela me conduziu ao dark room da boate. A minha pulsação e a respiração dela iam de acordo com a música e logo sua língua se encontrava na minha boca e minha mão em seus seios. A mão dela deslizava por debaixo da minha blusa e ia descendo em direção ao meu clitóris. Eu gemia no seu ouvido e, lentamente, fui tateando sua calça até encontrar o zíper e abri-lo. Como a visão no dark room é inexistente, tudo foi embalado pelo tato, pelo olfato e pela audição, principalmente a audição. Para que toda a coreografia fosse encenada com perfeição, era preciso a música perfeita, e, como se fora um presente de aniversário, começa a tocar “as the rush comes” de Black Rebel Motorcycle Club. O momento era aquele. Após explorarmos nossos corpos por algum tempo, ficamos ambas de calcinha, realizando movimentos que estimulavam cada vez mais o tesão já existente. A cada batida, a mão dela penetrava mais e mais. Não pude resistir. A joguei no chão e tirei sua calcinha. Apesar de ser a primeira vez com uma mulher, não tive receio: enfiei minha língua com toda a força e como eu sabia exatamente os pontos de maior prazer, fiz questão que ela tivesse o melhor orgasmo dela num oral feito por uma garota. Ela se contorcia, apertava os seios, mordia os lábios e gemia. Suas pernas ficaram contraídas e então eu aumentei a intensidade com que a chupava. Ela me empurrava contra sua xana até que chegou ao ápice: soltou um longo gemido e me jogou para o lado, sentando-se em cima de mim em seguida. Meus seios foram o primeiro alvo. Com uma fome insaciável, ela os chupou ferozmente, partindo em seguida para minha xana. Limito-me a dizer que ninguém chupa uma garota melhor do que outra garota. Friccionamos nossos corpos com tanta força, que eu achei minha pele iria começar a rasgar. Os gemidos cessaram. Trocamos mais algumas carícias, nos recompomos e voltamos ao ambiente anterior e logo ela desapareceu da minha vista. Já na rua, em direção a minha casa, uma deusa desliza ao meu lado e o vento traz uma frase ao meu ouvido: Um dia te acho de novo. Depois disso, veio o silêncio. Só o vento e um pequeno trecho habitavam meus pensamentos: Brace me, surround me, as the rush comes.

Deixar uma resposta

XHTML: Você pode usar estas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>