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Após uma temporada “away” do mundo, eu fiz vestibular para artes cênicas, e passei. A primeira semana no curso tem sido no mínimo interessante. Meus colegas de curso são um tanto excêntricos e meus professores têm personalidades pecualiares. Resumindo: eu me encaixei muito bem no perfil. Embora seja uma falsa sensação já que alguém como eu não se encaixa em nada, mas a princípio, estou indo bem. As cadeiras do primeiro semestre têm exigido bastante, estou pagando Improvisação I, História do Teatro I, Jogos Teatrais I, Teatro de Animação I, Expressão vocal I, Corpo e Movimento I, Teatro e Sociedade I, Coro I, Poéticas da voz I e Poética da voz I. O meu professor de História do Teatro I é uma pessoa incrível, além de chamar atenção pela sua beleza, pois era um homem alto de feições italianas. Devia ter alguma descendência, até pelo sobrenome: Ferraccini. Ele dá aula de uma maneira em que você se sente na Grécia antiga, ouvindo as pessoas bêbadas de vinho, entoando cânticos à Dionísio, usando máscaras… Ou sentado no Comédie-Française assistindo alguma peça de Molière. Ele falava sobre tudo isso com tanta paixão, que seus olhos brilhavam e a batida do seu coração podia ser ouvida do outro lado da sala. Quando a aula terminou, me dirigi ao professor e elogiei a aula. Ele agradeceu com certa timidez. Então eu perguntei se ele podia analisar uma interpretação minha. Estavam escalando alunos de artes cênicas para encenar Hamlet, e eu estava concorrendo ao papel de Ofélia. Cada candidata recebeu uma fala para declamar e eu queria a opinião de um profissional antes de declamar a minha para uma comissão julgadora.
“Oh, tão nobre espírito assim devastado!
A língua do cortesão, a espada do soldado, o olho do estudioso
A esperança e flor do belo Estado,
O espelho da moda, o molde da forma,
Admirado pelos admiráveis – tão, tão arrasado!
E eu, entre as damas, a mais abatida e miserável,
Que experimentou a doçura dos seus votos musicais,
E agora vê aquele nobre e soberano raciocínio,
Como sinos rotos a tocarem estridentes e fora de tom;
Aquela incomparável beleza e os traços da juventude
Destruídos pela loucura. Oh, pobre de mim
Ter visto o que vi, e ver o que vejo!

Uma semana depois, 1h antes do teste, ele me viu declamar novamente. Mas ao invés de permanecer quieto e se limitar a dizer um “muito bom”, ele respondeu:
“Tenho ouvido também de como te pintas, muito bem.
Deus te deu uma face, e fabricas outra.
Tu andas requebrando e saltitando,
falas como criança,
dás nomes às criaturas de Deus,
fazendo tua sedução se passar por ignorância.
Vai-te – não agüento mais – foi isso que me deixou louco.

Puxou-me contra o seu corpo e me beijou com tamanha força que pude jurar que sentia gosto de sangue. Ele passa os braços em volta da minha cintura, beija o canto da minha boca, o meu pescoço e no meu ouvido sussurra:
“Só ri das cicatrizes quem ferida nunca sofreu no corpo.
Mas silêncio!
Que luz se escoa agora da janela? Será Julieta o sol daquele oriente?
Surge, formoso sol, e mata a lua cheia de inveja,
que se mostra pálida e doente de tristeza, por ter visto que,
como serva, és mais formosa que ela.
Deixa, pois, de servi-la; ela é invejosa.
Somente os tolos usam sua túnica de vestal, verde e doente; joga-a fora.
Eis minha dama. Oh, sim! é o meu amor. Se ela soubesse disso!
Ela fala; contudo, não diz nada. Que importa? Com o olhar está falando.
Vou responder-lhe. Não; sou muito ousado; não se dirige a mim:
duas estrelas do céu, as mais formosas, tendo tido qualquer ocupação,
aos olhos dela pediram que brilhassem nas esferas, até que elas voltassem.
Que se dera se ficassem lá no alto os olhos dela, e na sua cabeça os dois luzeiros?
Suas faces nitentes deixariam corridas as estrelas,
como o dia faz com a luz das candeias, e seus olhos tamanha luz no céu espalhariam,
que os pássaros, despertos, cantariam.
Vede como ela apóia o rosto à mão.
Ah! se eu fosse uma luva dessa mão, para poder tocar naquela face!”
O afastei de mim para que eu pudesse olhar nos seus olhos e falei:
“Vem pra mim!”
Ele afastou os livros da mesa e me jogou em cima.
Eu usava um vestido então não foi preciso arrancar as roupas, ele simplesmente abriu minhas pernas, puxou minha calcinha com a boca e começou a me chupar.
Enquanto eu me remexia só vinha uma frase a minha cabeça: “Ai de mim!”
Quando meus gemidos começaram a ficar mais fortes ele se levantou, puxou minhas pernas em sua direção, fazendo-as ficarem em volta da sua cintura, penetrou em mim. Tinha a mão embaixo da minha cabeça e a medida que seu prazer aumentava, ele puxava meu cabelo para trás e beijava meu pescoço. Apesar do êxtase do momento, do prazer, dos arrepios, do desejo, apenas uma pessoa vinha a minha cabeça. Eu fechava os olhos tentando afastar aquela imagem, mas era inútil a única coisa que eu conseguia ver eram aqueles olhos felinos, a única coisa que eu conseguia sentir aqueles dedos me tocarem como plumas. Mas era com meu professor que eu estava fudendo. Voltei à realidade quando ele começou a morder meus mamilos. Levantei-me e o chupei com força enquanto ele empurrava minha cabeça contra seu pau latejante. Quando gozou, ele puxou minha cabeça para que pudesse ejacular no meu rosto e na minha boca. Estendi a língua para que batesse porra nela e isso o causava certa satisfação. Enquanto ele colocava a sua calça e abotoava sua camisa, eu limpava o meu rosto e colocava meu vestido no lugar. Ele puxou-me contra seu corpo, me abraçou e me desejou boa sorte no teste. Eu estampei um sorriso sacana no canto da boca e respondi: “Ai de mim!”.

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