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Era noite quando o telefone tocou. Do outro lado, uma voz familiar me desejando parabéns que logo pude associar aos dedos de plumas. Como você conseguiu meu telefone? Naquele momento foi só o que eu consegui dizer. Ele riu por alguns segundos e me lembrou de que me fotografou na formatura, logo, tinha meus dados como telefone, data de nascimento etc e folheando minha ficha tinha visto que era meu aniversário. O dia tinha sido tão ocioso que eu jamais esperava que alguém fosse ligar já à noite para mim, ainda mais sendo ele a pessoa a ligar. Eu agradeci desconsertada mente e ficamos em silêncio por alguns segundos até que ele falou: “Eu quero te ver, pode ser hoje? agora? Ou você vai fazer algo especial já que é seu aniversário?” Impulsivamente respondi um sonoro “Claro”. Ele é o tipo de homem que uma vez que você se deixa seduzir, não consegue dizer não. A proposta em questão era ouvir uma boa música, com uma boa companhia em um motel confortável. Apesar de ser nova, já tive experiências o suficiente para saber que não se trata de apenas uma saída comemorativa, portanto uma boa produção era essencial. Após um bom banho, passei hidratante por todo o meu corpo, usei meu melhor perfume e corri pro armário para achar a roupa perfeita. Optei por um espartilho vermelho e preto que já vem com cinta liga e uma calcinha fio dental vermelha. Meia arrastão, Scarpin preto e por cima do conjunto, um vestido vermelho que me deixava com a silhueta perfeita. Nas orelhas, pequenos brincos brilhantes nos três furos que cada uma possuía. Mais uma vez, olhos bem valorizados com a maquiagem preta, e lábios naturais. A cada minuto, meu coração pulsava mais e mais forte. Já era tarde e para evitar conflitos com meus pais, eu saí sorrateiramente e fiquei esperando-o em frente ao meu prédio. Uma hora depois da ligação ele chegou. E mais uma vez, quando o vejo, meu corpo vira brasa. Entrei no carro e fomos em direção a um motel sofisticado que ele conhecia. A cada sinal que parávamos no trânsito, ele se inclinava em minha direção e beijava meu pescoço e logo mais, meus seios, sempre falando que sentiu minha falta. Aquelas palavras me causavam um efeito que eu nunca senti, mas eu não podia me deixar levar por ela, então eu somente sorria de volta e beijava sua boca. Chegando ao motel, descemos do carro e pegamos a chave do quarto na recepção. Mas no elevador não conseguimos nos conter. Bastou nos olharmos dos pés à cabeça um do outro que logo nossos braços se entrelaçaram, a respiração ficou acelerada e nossos corpos viraram um só. Enquanto suas mãos seguravam meu rosto, as minhas deslizavam pelo seu corpo e, devagar, desabotoavam sua camisa. Quando as portas do elevador se abriram, ele me pôs nos braços e me levou até o quarto. Abrindo a porta, andou comigo nos braços mais alguns passos e me jogou na cama atirando-se sobre meu corpo logo em seguida. Quando eu pensei que ele fosse me fuder, ele me olhou nos olhos com um olhar pervertido, sujo, doentio e falou: Dança pra mim. Enquanto eu ia pro canto do quarto, ele ligou o som e colocou um cd com uma seleção musical que ele mesmo havia preparado. Ao som de “She brings me love” do Bad Company, eu começo a me rastejar pelo quarto. Me levanto, tiro o vestido e fico de costas, rebolando para um lado e para o outro enquanto agito o cabelo com as mãos. Percorro todo o meu corpo com as minhas mãos e ando lentamente para ele, sentando-me no colo dele logo em seguida. Me esfrego bastante em seu corpo e me levanto novamente, andando na direção oposta e parando alguns passos depois. Fico de frente pra ele, chupo meu dedo. Desengancho as ligas da meia, abro lentamente o espartilho e jogo na sua direção. Vou em direção a parede e me esfrego nela enquanto ele vem por trás de mim, colocando suas mãos em cima das minhas, me pressionando contra a parede e beijando meu ombro. Ele me pega pela mão e me leva para o banheiro do quarto, enquanto a música termina dando lugar a Closer do Nine Inch Nails. Ele me beija de maneira provocante e me manda esperar um pouco. Em seguida, ele volta ao banheiro com uma câmera fotográfica e diz para eu mostra-lo do que eu sou capaz. Enquanto eu enchia a banheira, comecei a me masturbar. Ele fazia questão de registrar cada expressão que eu fazia os arrepios, os movimentos. Quando fiquei de quatro no banheiro, de frente pra câmera, ele quase teve um orgasmo visual. Com a banheira cheia, mergulhei nela e ele continuou me “clicando”. Fiquei de quatro pra câmera novamente, enquanto me ensaboava, depois virei, abri as pernas e comecei a me depilar. Tudo sendo registrado. Entretanto, ele não agüentou por muito tempo e se juntou a mim na banheira. Mas isso não foi o suficiente. Enquanto ele enfiava todos os seus dedos e eu gemia, ele se aproximou do meu ouvido e disse que isso não era o suficiente, ele queria ver até onde eu ia. Eu sentei em seu colo e respondi: vou até onde você quiser. Ele se retirou da banheira e eu fiquei lá, estirada na água ainda ao som de closer. Pude ouvir que ele falava com outra pessoa, provavelmente pelo telefone. Alguns segundos depois ele volta e se junta novamente a mim na banheira, me acariciando, me beijando e dizendo que eu não perdia por esperar.

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