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As músicas tocando de fundo, a banheira, sua boca na minha, minha mão no seu pau, masturbando-o com força… Era difícil acreditar que eu estava com o mesmo homem de 1 ano atrás. Algo nele me dava medo, ao mesmo tempo que algo nele me prendia de uma maneira em que eu não podia e nem queria me soltar. Meia hora depois do misterioso telefone, o interfone do quarto toca. Ele se levanta depressa e vai atender, enquanto eu vou vestir um roupão. Quando saio do banheiro, me deparo com uma criatura linda. A princípio, só tinha reparado no seu cabelo pintado de vermelho-fogo e seus olhos verdes, já que ela vestia um sobretudo de couro e usava botas cano longo de bico fino. Ele a cumprimentou e agradeceu por ela ter vindo, mesmo sendo tão tarde. Ela sorriu um sorriso que me deixou sem ação pelos próximos minutos, e então tirou o sobretudo. Por baixo, ela usando apenas uma calcinha-shortinho de renda preta e um sutiã igualmente de renda, fazendo um conjunto. Estando descoberta, podia-se ver que ela era bastante magra, porém com uma bela cintura e seios fartos, a bunda estava na média e era um pouco mais alta do que eu, tendo mais ou menos 1,70. Ela me encarou por uns instantes e sorriu enquanto eu continuava paralisada, atordoada com aquela beleza, aquele mistério, aquele momento. Ele pegou a minha mão e a dela e nos guiou até a cama, nos fazendo sentar, e então se dirigiu a mim e falou: Feliz aniversário fique à vontade. Aquilo tem sido algo como um soco no estômago, quando você pode respirar todo o oxigênio existente, mas continua perdido numa falta de ar intensa. Não era esse o programa que eu tinha em mente. Ela era uma criatura que em outras épocas sofreria bastante em minhas mãos. Mas nesse dia, eu queria apenas a ele. Após recuperar meu fôlego, o encarei por uns instantes e me voltei para a garota, deitando-a na cama e me postando sobre ela. Ele foi em direção ao som, colocou uma música e sentou-se numa cadeira de frente pra cama e ficou apenas observando enquanto eu tirava a calcinha dela com a boca. Quando minha boca tocou os seios dela, pude perceber que de fundo tocava glory box do Portishead. Ela esticou o braço e pegou a bolsa dela, que estava na cabeceira. Abriu a bolsa e tirou uma cinta com um pênis vibratório, amarrou em si, e me penetrou. Enquanto eu gemia e me esfregava nos lençóis, ele fazia fotos. A cada expressão de prazer que eu fazia, ela fazia movimentos mais fortes e mordia meu pescoço, meus seios, minha boca, minha orelha, e puxava meus cabelos. Eu rolei e fiquei por cima dela, fazendo-a tirar a cinta. Comecei a chupá-la. Ela era um tanto quanto escandalosa, a cada linguada ela gemia mais alto, parecendo um miado. Eu gostava disso, me deixava mais excitada. Ele se levantou, foi em direção a nós duas e falou que o jogo tinha que esquentar. Abriu a bolsa da garota e pegou uma mordaça, algemas e correntes. Colocou a mordaça na minha boca, as algemas na mão e acorrentou meus pés. Quando se certificou de que eu estava bem presa, bateu com força na minha bunda e mandou a garota me comer. Enquanto ela comia minha xana com a cinta, ele começou a comer minha bunda e a me bater e a música logo passou para 18 and life do Skid Row. Com toda a violência, tinha momentos em que eu pensava que iria chorar de dor, mas quando chegava ao limite, só sentia prazer. Ele puxava minha cabeça pra trás, pelos cabelos e ela lambia meu pescoço. Nós dois gozamos ao mesmo tempo, com uma sincronização que dava para perceber através das faces vermelhas, a respiração ofegante e o corpo tremendo. Caímos desfalecidos na cama e ele me puxou para seus braços. A garota-deusa vestiu seu sobretudo, pegou suas coisas, sorriu com seu sorriso paralisante e se retirou. Enquanto nós ficamos entregues um ao outro na minha vida de 18 anos.

Era noite quando o telefone tocou. Do outro lado, uma voz familiar me desejando parabéns que logo pude associar aos dedos de plumas. Como você conseguiu meu telefone? Naquele momento foi só o que eu consegui dizer. Ele riu por alguns segundos e me lembrou de que me fotografou na formatura, logo, tinha meus dados como telefone, data de nascimento etc e folheando minha ficha tinha visto que era meu aniversário. O dia tinha sido tão ocioso que eu jamais esperava que alguém fosse ligar já à noite para mim, ainda mais sendo ele a pessoa a ligar. Eu agradeci desconsertada mente e ficamos em silêncio por alguns segundos até que ele falou: “Eu quero te ver, pode ser hoje? agora? Ou você vai fazer algo especial já que é seu aniversário?” Impulsivamente respondi um sonoro “Claro”. Ele é o tipo de homem que uma vez que você se deixa seduzir, não consegue dizer não. A proposta em questão era ouvir uma boa música, com uma boa companhia em um motel confortável. Apesar de ser nova, já tive experiências o suficiente para saber que não se trata de apenas uma saída comemorativa, portanto uma boa produção era essencial. Após um bom banho, passei hidratante por todo o meu corpo, usei meu melhor perfume e corri pro armário para achar a roupa perfeita. Optei por um espartilho vermelho e preto que já vem com cinta liga e uma calcinha fio dental vermelha. Meia arrastão, Scarpin preto e por cima do conjunto, um vestido vermelho que me deixava com a silhueta perfeita. Nas orelhas, pequenos brincos brilhantes nos três furos que cada uma possuía. Mais uma vez, olhos bem valorizados com a maquiagem preta, e lábios naturais. A cada minuto, meu coração pulsava mais e mais forte. Já era tarde e para evitar conflitos com meus pais, eu saí sorrateiramente e fiquei esperando-o em frente ao meu prédio. Uma hora depois da ligação ele chegou. E mais uma vez, quando o vejo, meu corpo vira brasa. Entrei no carro e fomos em direção a um motel sofisticado que ele conhecia. A cada sinal que parávamos no trânsito, ele se inclinava em minha direção e beijava meu pescoço e logo mais, meus seios, sempre falando que sentiu minha falta. Aquelas palavras me causavam um efeito que eu nunca senti, mas eu não podia me deixar levar por ela, então eu somente sorria de volta e beijava sua boca. Chegando ao motel, descemos do carro e pegamos a chave do quarto na recepção. Mas no elevador não conseguimos nos conter. Bastou nos olharmos dos pés à cabeça um do outro que logo nossos braços se entrelaçaram, a respiração ficou acelerada e nossos corpos viraram um só. Enquanto suas mãos seguravam meu rosto, as minhas deslizavam pelo seu corpo e, devagar, desabotoavam sua camisa. Quando as portas do elevador se abriram, ele me pôs nos braços e me levou até o quarto. Abrindo a porta, andou comigo nos braços mais alguns passos e me jogou na cama atirando-se sobre meu corpo logo em seguida. Quando eu pensei que ele fosse me fuder, ele me olhou nos olhos com um olhar pervertido, sujo, doentio e falou: Dança pra mim. Enquanto eu ia pro canto do quarto, ele ligou o som e colocou um cd com uma seleção musical que ele mesmo havia preparado. Ao som de “She brings me love” do Bad Company, eu começo a me rastejar pelo quarto. Me levanto, tiro o vestido e fico de costas, rebolando para um lado e para o outro enquanto agito o cabelo com as mãos. Percorro todo o meu corpo com as minhas mãos e ando lentamente para ele, sentando-me no colo dele logo em seguida. Me esfrego bastante em seu corpo e me levanto novamente, andando na direção oposta e parando alguns passos depois. Fico de frente pra ele, chupo meu dedo. Desengancho as ligas da meia, abro lentamente o espartilho e jogo na sua direção. Vou em direção a parede e me esfrego nela enquanto ele vem por trás de mim, colocando suas mãos em cima das minhas, me pressionando contra a parede e beijando meu ombro. Ele me pega pela mão e me leva para o banheiro do quarto, enquanto a música termina dando lugar a Closer do Nine Inch Nails. Ele me beija de maneira provocante e me manda esperar um pouco. Em seguida, ele volta ao banheiro com uma câmera fotográfica e diz para eu mostra-lo do que eu sou capaz. Enquanto eu enchia a banheira, comecei a me masturbar. Ele fazia questão de registrar cada expressão que eu fazia os arrepios, os movimentos. Quando fiquei de quatro no banheiro, de frente pra câmera, ele quase teve um orgasmo visual. Com a banheira cheia, mergulhei nela e ele continuou me “clicando”. Fiquei de quatro pra câmera novamente, enquanto me ensaboava, depois virei, abri as pernas e comecei a me depilar. Tudo sendo registrado. Entretanto, ele não agüentou por muito tempo e se juntou a mim na banheira. Mas isso não foi o suficiente. Enquanto ele enfiava todos os seus dedos e eu gemia, ele se aproximou do meu ouvido e disse que isso não era o suficiente, ele queria ver até onde eu ia. Eu sentei em seu colo e respondi: vou até onde você quiser. Ele se retirou da banheira e eu fiquei lá, estirada na água ainda ao som de closer. Pude ouvir que ele falava com outra pessoa, provavelmente pelo telefone. Alguns segundos depois ele volta e se junta novamente a mim na banheira, me acariciando, me beijando e dizendo que eu não perdia por esperar.

Após uma temporada “away” do mundo, eu fiz vestibular para artes cênicas, e passei. A primeira semana no curso tem sido no mínimo interessante. Meus colegas de curso são um tanto excêntricos e meus professores têm personalidades pecualiares. Resumindo: eu me encaixei muito bem no perfil. Embora seja uma falsa sensação já que alguém como eu não se encaixa em nada, mas a princípio, estou indo bem. As cadeiras do primeiro semestre têm exigido bastante, estou pagando Improvisação I, História do Teatro I, Jogos Teatrais I, Teatro de Animação I, Expressão vocal I, Corpo e Movimento I, Teatro e Sociedade I, Coro I, Poéticas da voz I e Poética da voz I. O meu professor de História do Teatro I é uma pessoa incrível, além de chamar atenção pela sua beleza, pois era um homem alto de feições italianas. Devia ter alguma descendência, até pelo sobrenome: Ferraccini. Ele dá aula de uma maneira em que você se sente na Grécia antiga, ouvindo as pessoas bêbadas de vinho, entoando cânticos à Dionísio, usando máscaras… Ou sentado no Comédie-Française assistindo alguma peça de Molière. Ele falava sobre tudo isso com tanta paixão, que seus olhos brilhavam e a batida do seu coração podia ser ouvida do outro lado da sala. Quando a aula terminou, me dirigi ao professor e elogiei a aula. Ele agradeceu com certa timidez. Então eu perguntei se ele podia analisar uma interpretação minha. Estavam escalando alunos de artes cênicas para encenar Hamlet, e eu estava concorrendo ao papel de Ofélia. Cada candidata recebeu uma fala para declamar e eu queria a opinião de um profissional antes de declamar a minha para uma comissão julgadora.
“Oh, tão nobre espírito assim devastado!
A língua do cortesão, a espada do soldado, o olho do estudioso
A esperança e flor do belo Estado,
O espelho da moda, o molde da forma,
Admirado pelos admiráveis – tão, tão arrasado!
E eu, entre as damas, a mais abatida e miserável,
Que experimentou a doçura dos seus votos musicais,
E agora vê aquele nobre e soberano raciocínio,
Como sinos rotos a tocarem estridentes e fora de tom;
Aquela incomparável beleza e os traços da juventude
Destruídos pela loucura. Oh, pobre de mim
Ter visto o que vi, e ver o que vejo!

Uma semana depois, 1h antes do teste, ele me viu declamar novamente. Mas ao invés de permanecer quieto e se limitar a dizer um “muito bom”, ele respondeu:
“Tenho ouvido também de como te pintas, muito bem.
Deus te deu uma face, e fabricas outra.
Tu andas requebrando e saltitando,
falas como criança,
dás nomes às criaturas de Deus,
fazendo tua sedução se passar por ignorância.
Vai-te – não agüento mais – foi isso que me deixou louco.

Puxou-me contra o seu corpo e me beijou com tamanha força que pude jurar que sentia gosto de sangue. Ele passa os braços em volta da minha cintura, beija o canto da minha boca, o meu pescoço e no meu ouvido sussurra:
“Só ri das cicatrizes quem ferida nunca sofreu no corpo.
Mas silêncio!
Que luz se escoa agora da janela? Será Julieta o sol daquele oriente?
Surge, formoso sol, e mata a lua cheia de inveja,
que se mostra pálida e doente de tristeza, por ter visto que,
como serva, és mais formosa que ela.
Deixa, pois, de servi-la; ela é invejosa.
Somente os tolos usam sua túnica de vestal, verde e doente; joga-a fora.
Eis minha dama. Oh, sim! é o meu amor. Se ela soubesse disso!
Ela fala; contudo, não diz nada. Que importa? Com o olhar está falando.
Vou responder-lhe. Não; sou muito ousado; não se dirige a mim:
duas estrelas do céu, as mais formosas, tendo tido qualquer ocupação,
aos olhos dela pediram que brilhassem nas esferas, até que elas voltassem.
Que se dera se ficassem lá no alto os olhos dela, e na sua cabeça os dois luzeiros?
Suas faces nitentes deixariam corridas as estrelas,
como o dia faz com a luz das candeias, e seus olhos tamanha luz no céu espalhariam,
que os pássaros, despertos, cantariam.
Vede como ela apóia o rosto à mão.
Ah! se eu fosse uma luva dessa mão, para poder tocar naquela face!”
O afastei de mim para que eu pudesse olhar nos seus olhos e falei:
“Vem pra mim!”
Ele afastou os livros da mesa e me jogou em cima.
Eu usava um vestido então não foi preciso arrancar as roupas, ele simplesmente abriu minhas pernas, puxou minha calcinha com a boca e começou a me chupar.
Enquanto eu me remexia só vinha uma frase a minha cabeça: “Ai de mim!”
Quando meus gemidos começaram a ficar mais fortes ele se levantou, puxou minhas pernas em sua direção, fazendo-as ficarem em volta da sua cintura, penetrou em mim. Tinha a mão embaixo da minha cabeça e a medida que seu prazer aumentava, ele puxava meu cabelo para trás e beijava meu pescoço. Apesar do êxtase do momento, do prazer, dos arrepios, do desejo, apenas uma pessoa vinha a minha cabeça. Eu fechava os olhos tentando afastar aquela imagem, mas era inútil a única coisa que eu conseguia ver eram aqueles olhos felinos, a única coisa que eu conseguia sentir aqueles dedos me tocarem como plumas. Mas era com meu professor que eu estava fudendo. Voltei à realidade quando ele começou a morder meus mamilos. Levantei-me e o chupei com força enquanto ele empurrava minha cabeça contra seu pau latejante. Quando gozou, ele puxou minha cabeça para que pudesse ejacular no meu rosto e na minha boca. Estendi a língua para que batesse porra nela e isso o causava certa satisfação. Enquanto ele colocava a sua calça e abotoava sua camisa, eu limpava o meu rosto e colocava meu vestido no lugar. Ele puxou-me contra seu corpo, me abraçou e me desejou boa sorte no teste. Eu estampei um sorriso sacana no canto da boca e respondi: “Ai de mim!”.

Sempre odiei formaturas, e a minha não seria diferente. Primeiro: formaturas de colégio não fazem sentido. No que você está se formando? Está simplesmente terminando a escola, que, diga-se de passagem, tem sido entediante, tirando os flertes com um dos professores. Adoro provocá-lo quando ele não pode reagir. Mas voltando a formatura, não passava de um monte de gente vestida formalmente, dançando as músicas que estão na moda, gêneros equivocados para a ocasião como forró, funk e afins. Nessa noite usei um corselete preto na parte de cima, daquele tipo que faz seus seios triplicar. Na parte de baixo, uma saia também preta, justa, porém longa, com fendas nas duas laterais e saltos 15 na cor preta. Cabelos soltos levemente ondulados na altura dos ombros, maquiagem preta carregada nos olhos (minha preferida) e a boca com um tom claro, quase que natural. Sentada e entediada eu me encontrava na formatura. Algumas vezes me levantei para dançar quando tocavam alguma coisa aceitável. No mais, ficava na minha. No auge do tédio, me retirei do salão onde estava ocorrendo à festa e fui até o carro pegar minha bolsa. Dela eu tirei uma garrafa de vodka e fui ao jardim “aproveitá-la”. Alguns minutos depois, escuto passos e fico atenta. Então alguém aparece ao meu lado e fala: dia difícil? Viro, encaro o homem e me limito a responder um áspero “pois é”. Se fosse qualquer outro dia, eu teria caído em cima. Era o famoso coroa enxuto. Devia ter por volta dos 30. Mas hoje eu estava simplesmente sem saco pra esboçar qualquer atitude cordial que fosse. Entretanto, o cara continuou falando. Coisas do tipo: É, nessa fase eu também não fiquei muito legal, muita pressão etc… Sem paciência, eu respondi: Olha cara, se você está esperando uma chupada ou que eu dê pra você aonde quer que seja, passe amanhã porque hoje não rola. O encarei e por um momento aqueles olhos me invadiram e eu me senti presa a ele. Quando voltei a realidade, retirei-me e retornei a festa. Mais uma vez, jogada ao tédio, até que uma mão firme me puxou. Quando virei, novamente o cara. Ele estava trabalhando como fotógrafo da formatura e nesse momento estava fazendo fotos individuais dos formandos para um álbum que seria vendido aos pais. A casa de festa era uma daquelas mansões tradicionais e tinham cedido ao fotógrafo uma das saletas mais charmosas para que ele usasse de cenário nas fotos. Começamos as fotos e logo vieram conversas que foram de Billy Idol à Skid Row, de Anais Nin a 9 semanas e meia de amor, de sadomasoquismo à the Clash. Ele era puro tesão psicológico. O homem perfeito que idealizei na minha adolescência distorcida. Entre uma foto e outra ele se aproximava e dizia que se eu não estivesse ali na frente dele, sendo “registrada” por um câmera, ele não acreditaria que eu era de verdade. E seus olhos tinham algo que me prendia, me deixava incapaz de responder qualquer coisa, de fazer qualquer movimento, qualquer ação. Ele passou a mão pela minha nuca, aspirou meu busto e beijou meu pescoço. Eu estava me entregando de uma maneira completamente nova. Dessa vez não era só fuder, chupar, bater uma ou coisas do tipo por simples prazer. Eu queria que ele me tivesse naquele momento, queria que ele se lembrasse de mim, marcá-lo de alguma forma porque ele já estava marcado em mim no momento em que ele me olhou. Eu queria que naquele momento eu fosse a única de alguém e não só mais um troféu de calcinha fio dental. Ele me encostou no sofá e desamarrou as barbatanas do meu espartilho enquanto eu procurava respirar mais devagar, pois parecia que meu coração sairia pela minha boca. Ele me deitou no sofá e começou a passear os dedos pelo meu corpo, com movimentos lentos e leves. Parecia uma pluma. Eu sentia cócegas, arrepios, prazer. Seus lábios apenas encostavam-se aos meus, ficando na iminência de me beijar e me deixando louca, a cada segundo que passava, desejando-o mais e mais. Ele sentou-se no sofá enquanto eu me levantei e devagar removi minha saia e minha calcinha, ficando nua e de salto. Ele analisava todos os meus movimentos com aqueles olhos felinos. Eu me voltei para frente dele, segurei seu pau e o coloquei na boca. Acho que nunca havia chupado alguém com tanto prazer e vontade. Vê-lo ter prazer causava meu próprio prazer. Sentei em seu colo e comecei a “cavalgá-lo”. Dessa vez, eu mantive meus olhos abertos, encarando os dele. Percebi que nunca tinha feito isso no sexo. Eu via os homens com quem fudi como máquinas que satisfaziam meus desejos. Não interessava se tinham um olhar meigo ou feroz. Fechava os meus e me entregava ao prazer carnal apenas. Dessa vez fiz questão de sentir tudo. Nada passar despercebido. Eu gemia baixo no seu ouvido, mas com tamanha intensidade que ele podia ver que eu estava chegando ao ápice do meu prazer. Assim como também percebi que ele estava chegando ao dele, já que seu corpo tremia e ele me apertava cada vez com mais força contra o seu corpo. Quando nós dois gozamos, ele passou a mão pelas mechas do meu cabelo e sorriu pra mim, logo depois me beijou por alguns segundos. Infelizmente, à meia noite a carruagem vira abóbora, os cavalos viram ratos e meus sonhos viram pó. Tive que me vestir e voltar à realidade. Apesar da troca de e-mails e telefones, não estava muito segura que voltaria a vê-lo. Mas não tinha importância. Eu lembraria dele. E ele tinha minha fotografia.

As aulas de francês sempre são construtivas. Meu professor é uma pessoa muito acessível que está sempre “estimulando o meu prazer” em aprender a língua. Eu não tenho certeza, mas, fisicamente, ele aparenta ter por volta dos 25 anos, é um tipo de estatura mediano-alta, cabelo castanho e olhos cor de mel. A característica que mais me chama atenção: ombros largos. Entretanto, seu físico era normal, nada de corpo muito atlético ou muito largado. Apenas normal e com uma cara de HOMEM de fazer inveja a muito marmanjo de 35/40 anos. Sempre que possível, ele me trazia novidades nos mais diversos campos: música, literatura, cinema etc. E é visível o prazer em seus olhos sempre que essas novidades me agradam. Apesar da rotina de término de colégio, eu faço o possível para freqüentar todas as aulas que me ocupam as tardes. Numa dessas tardes, choveu muito e após a aula eu fiquei sentada no terraço do casarão que sediava o curso lendo Hell Paris. Meu professor postou-se ao meu lado e abriu um sorriso. Respondi com outro sorriso e agradeci a leitura recomendada, de fato era um livro muito bom e ele mencionou que no porão do curso existia uma biblioteca com um acervo variado, todos em francês. Curiosa, eu perguntei se o acervo era aberto aos alunos e ele respondeu que não, só os professores tinham acesso às locações. Com um sorriso malicioso no canto da boca, ele contou que precisava descer para pegar alguns livros e perguntou se eu não gostaria de acompanhá-lo. Quando ocasiões propícias aparecem, minha mente deturpada logo as acolhe e, dessa vez, não seria diferente. Pegamos o cartão magnético e descemos. Quando ele passou o cartão e a porta se abriu, meus olhos se deleitaram com a visão privilegiada de mais de 2000 livros que fazem parte da literatura francesa. Foram orgasmos múltiplos. Aqueles livros, aquela situação, aquele homem que se postou atrás de mim com as mãos em volta da minha cintura. Tudo misturado. Eu já estava ficando molhada quando não consegui controlar meus instintos e o empurrei para a parede e entre Moliere, Voltaire e Simone de Beauvoir comecei a beijá-lo. Entre beijos e mordidas, ele me suspendeu, eu encaixei minhas pernas em volta de cintura dele e logo ele me encostou numa das instantes. No roçar dos nossos corpos, ele foi tirando minha blusa e, logo, a sua. E as peças de roupa foram extingüindo-se até que a única peça que usávamos fossem nossas peles. Não podíamos fazer barulho e, quando eu sentia que viriam gemidos altos, eu descontava em suas costas, cravando minhas unhas. E ele descontava a sua dor com violência e movimentos fortes na penetração, enquanto eu procurava apoio nos livros, me segurando como se não houvesse chão, como se não houvesse mais nada. Ele me botou no chão de costas pra ele e fudeu a minha bunda. No momento em que ele me penetrava, ele também me masturbava e mordia meu pescoço. O sangue no corpo fervia, eu estava vermelha, ofegante e zonza. Muitas vezes achei não estar mais sentindo minhas pernas. E, quando estava na beira de um orgasmo, olhei para a prateleira da frente e vi: “Memores D’une Jeune Fille Rangee” de Simono de Beauvoir. Gozei na hora. Enquanto eu me estremecia rente ao corpo dele e ele chupava meu pescoço e apertava meus seios, pensei na ironia do momento e tentei lembrar do exato momento em que eu havia me corrompido. Pra ser mais exata, em nenhum. Essa é simplesmente a natureza humana em toda sua essência. E eu aproveito a minha.

Dia 31/07, dia do orgasmo e, convenientemente, também era o dia do meu aniversário. Naquele dia eu resolvi que meus 15 anos não seriam num salão decorado com todas aquelas frescuras e sim numa boate qualquer em um beco qualquer onde eu pudesse fazer o que viesse à cabeça, afinal, eu sempre fui uma garota impulsiva. Usando uma mini saia de látex, meias arrastão 7/8, cinta liga, uma blusa branca sem sutiã e meu salto 15 preto, eu parti noite afora para a balada mais próxima. Chegando lá, logo apareceram ofertas, mas nada que chamasse atenção. Às vezes os rostos parecem os mesmos e isso me irrita profundamente. Aventurei-me pela boate, dancei como se todas as músicas fossem as últimas da minha vida, até que ela apareceu, aquela visão azul. Raramente as garotas me chamavam, mas atenção, mas essa eu acho que nem sequer era humana. Ela tinha os cabelos longos negros, na altura dos seios, com mechas azuis. Seus olhos era um oceano verde que cada vez que eu os fitava, tinha vontade de neles me afogar. Seios arqueados, em perfeita simetria. Silhueta modelada por um corselet deslumbrante de couro preto. Quadris largos, cobertos por uma calça igualmente de couro que possuía um ziper que, estrategicamente, ia da região pélvica até as nádegas que, diga-se de passagem, eram de uma proporção perfeita. Nos pés, botas que acredito serem de cano curto, pois não reparei indícios, através da calça, de serem maiores. Ela me encarou durante alguns minutos e então começamos a dançar. Os movimentos dela eram leves e, ao mesmo tempo, firmes. Parecia que tudo tinha sido ensaiado. Toda aquela perfeição me tirava do sério. Tentei me concentrar na música e esquecer tudo a minha volta. Entretanto, logo senti uma pele macia roçar a minha e então me virei para verificar. Dei-me de encontro àqueles lábios carnudos e vermelhos e aquele olhar marinho cercado pela forte maquiagem preta. Aquela felina me cercava como se eu fora sua presa e toda aquela novidade me mantinha acorrentada naquele momento. Não tinha como fugir, mesmo se quisesse. À medida que a música fica mais intensa, ela esfregava violentamente a bunda contra o meu corpo e, quando eu me postava de costas pra ela, ela vinha por trás e acariciava meus seios. Tudo o que eu puder sentir naquele momento era o seu perfume doce, sua respiração no meu pescoço e sua mão me provocando os mais profundos arrepios. Inconscientemente, ela me conduziu ao dark room da boate. A minha pulsação e a respiração dela iam de acordo com a música e logo sua língua se encontrava na minha boca e minha mão em seus seios. A mão dela deslizava por debaixo da minha blusa e ia descendo em direção ao meu clitóris. Eu gemia no seu ouvido e, lentamente, fui tateando sua calça até encontrar o zíper e abri-lo. Como a visão no dark room é inexistente, tudo foi embalado pelo tato, pelo olfato e pela audição, principalmente a audição. Para que toda a coreografia fosse encenada com perfeição, era preciso a música perfeita, e, como se fora um presente de aniversário, começa a tocar “as the rush comes” de Black Rebel Motorcycle Club. O momento era aquele. Após explorarmos nossos corpos por algum tempo, ficamos ambas de calcinha, realizando movimentos que estimulavam cada vez mais o tesão já existente. A cada batida, a mão dela penetrava mais e mais. Não pude resistir. A joguei no chão e tirei sua calcinha. Apesar de ser a primeira vez com uma mulher, não tive receio: enfiei minha língua com toda a força e como eu sabia exatamente os pontos de maior prazer, fiz questão que ela tivesse o melhor orgasmo dela num oral feito por uma garota. Ela se contorcia, apertava os seios, mordia os lábios e gemia. Suas pernas ficaram contraídas e então eu aumentei a intensidade com que a chupava. Ela me empurrava contra sua xana até que chegou ao ápice: soltou um longo gemido e me jogou para o lado, sentando-se em cima de mim em seguida. Meus seios foram o primeiro alvo. Com uma fome insaciável, ela os chupou ferozmente, partindo em seguida para minha xana. Limito-me a dizer que ninguém chupa uma garota melhor do que outra garota. Friccionamos nossos corpos com tanta força, que eu achei minha pele iria começar a rasgar. Os gemidos cessaram. Trocamos mais algumas carícias, nos recompomos e voltamos ao ambiente anterior e logo ela desapareceu da minha vista. Já na rua, em direção a minha casa, uma deusa desliza ao meu lado e o vento traz uma frase ao meu ouvido: Um dia te acho de novo. Depois disso, veio o silêncio. Só o vento e um pequeno trecho habitavam meus pensamentos: Brace me, surround me, as the rush comes.

Num final de tarde resolvi visitar minha livraria preferida para espairecer. Por volta das 18:00h, eu me encontrava acomodada numa poltrona, num canto reservado da livraria, lendo um exemplar de Delta de Vênus, da escritora Anaïs Nin. Enquanto meus olhos se deleitavam e se afogavam em toda aquela fantasia, não pude perceber uma figura masculina se aproximar pela lateral das prateleiras próximas à mim. Quando estou à beira de um orgasmo mental, aquele homem com um certo “q” intelectual posta-se a minha frente e me pergunta se o que eu tinha nas mãos era um exemplar de Delta de Vênus. Eu faço que sim com a cabeça (não conseguia falar já que o gozo escorria pelo meu cérebro e impedia de proferir qualquer palavra que fizesse sentido no momento). Ele, educadamente, me pergunta se eu tenho intenções de comprá-lo. Era meio óbvio que sim, já que como ele mesmo havia observado, o livro encontrava-se em minhas mãos. Entretanto, ele tinha um olhar que me induziu a responder justamente o contrário. Bastou isso. Foda-se o livro. Eu quero que ELE me foda. Não foi preciso muito. Um olhar simpático com um certo ar pervertido e um convite para uma conversa intelectual regada a vinho num restaurante aconchegante foram o suficiente. Ele tinha uma intelectualidade perversa. Debaixo de toda aquela inteligência e um leve toque de arrogância, existia um pervertido sórdido. Bastou nós dois ali para que a atmosfera ideal fosse criada.
“Se ele, feito um animal igualmente primitivo, surgisse na outra extremidade desse deserto, encarando-a com a mesma tensão energética nos cabelos, na pele e nos olhos, se surgisse com o mesmo corpo selvagem, pisando fortemente e procurando um único pretexto para dar o bote, enlaçar-se furiosamente, sentir o calor e a força de seu oponente, então eles poderiam rolar juntos pelo chão e as mordidas poderiam tornar-se de outra espécie, e a luta se transformaria num abraço, e os puxões de cabelo fariam com que suas bocas, seus dentes e suas línguas se unissem. E, devido à fúria, seus órgãos genitais se roçariam mutuamente, soltando faíscas, e os dois corpos sentiriam a necessidade de penetrar um no outro para pôr um fim nessa formidável tensão”. Em pouco tempo depois, eu já estava sentada em seu colo, no sofá da sua casa, cravando meus dentes no seu pescoço. Ele puxou minha cabeça para trás pelos meus cabelos, fitou meus olhos em seguida falou: Você vai ter o que merece. Me pôs deitada de bruços no colo dele puxou minha tanguinha preta para o lado e começou a me masturbar. O prazer era tamanho que em pouco tempo meus mamilos estavam rígidos e meu corpo todo estremecia, seguido dos gemidos. Quando pensei que estava chegando à beira de uma gozada, ele me deu uma tapa na bunda que me fez gritar. Contudo, eu tomei gosto pela “brincadeira” e o encarei. Em seguida, com um tom sacana, falei: Isso é tudo o que você tem? Fui jogada no chão e estapeada. A cada vez que a mão dele tocava minhas extremidades, eu soltava um gemido mais forte. Chegou ao ponto da minha bunda se transformar em uma grande mancha vermelha. Após isso, eu o chupei até fazê-lo gozar, e fizemos sexo, eu contra a parede e de costas. Tudo proporcionava um prazer quase que indescritível. Mas nada chegou perto das tapas ou de todo aquele tesão psicológico que ele me proporcionou. Talvez não exista nada melhor do que misturar inteligência, violência e sexo.

Pouco tempo depois de ter perdido a virgindade, eu conheci um cara numa festa. Conversamos por algum tempo e ele realmente chamou minha atenção. Era um tipo “OldSchol”, daqueles que ouvem metallica, bebem cerveja e ficando sonhando com uma Harley Davidson. Era bem o meu tipo. Eu chamei a sua atenção. Sempre chamo. Calcinha fio dental de vinyl aparecendo acima de uma calça jeans de cintura lá embaixo. Botas, e uma frente única de couro. Mas quem se importa com o que visto? Tudo isso vai parar no chão de um quarto de qualquer maneira. Depois de meia hora de conversa nós saímos de fininho daquele ambiente colegial. O cara tinha um carro, um carro legal com todos aqueles aparatos que uma concessionária pode oferecer. Entramos e então ficamos encarando um ao outro. Inclinei-me sobre ele e sentei em seu colo, passando a língua pelo seu pescoço, e então fui descendo, tateando seu corpo com a boca. Abri sua calça, segurei o seu pênis e comecei a lambê-lo, lambidas que logo depois se transformaram em longas chupadas. Quando ele ia gozar, eu parei. Fui até o seu ouvido e sussurrei: Me coma. Me coma com força. E então fiquei de 4 pra ele, no banco do carro. Ela puxava o meu cabelo enquanto me fudia com força. Com toda aquela dor e prazer, eu apenas me limitava a soltar longos gemidos dolorosos. Quando eu pensava que não podia doer mais, ele começou a comer minha bunda. Meus olhos pareciam que estavam prestes a emitir lágrimas, e os gemidos doídos e prazerosos não cessavam. E eu apenas gritava: mais forte mais forte.

Tudo tem um início.
Todos especulam o meu.
Não, não foi traição.
Não fui violada, nem espancada e nem humilhada (não contra a minha vontade).
Faço o que faço por puro e simples prazer.
Como todos eu tive meus contratempos, minhas decepções.
Mas nada que eu possa dizer que me motivou.
Não… É bem mais do que isso.
Minha alma é baixa.
Meus desejos? Sórdidos…
Nem lembro ao certo quando descobri o que simples toques podiam fazer…
O melhor amigo de uma garota? O seu dedo… A masturbação já era diária.
Aos 13 anos eu chupei meu primeiro pau
ainda lembro o gosto do gozo escorrendo pela minha boca, pelos meus seios, pelo meu rosto…
E, geralmente quando gostamos de algo, tendemos a repetir…
Perdi a virgindade logo mais, aos 14. Doeu muito, não foi o que eu costumava idealizar. Entretanto foi revelador, libertador. Descobri que gosto de dor. A sensação do sangue escorrendo pela minha coxa, aquela dor aguda na minha vagina, a respiração acelerada e todo o conjunto liberavam em mim um êxtase profundo. Não conseguia mais parar, tudo virou um único vício.